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MUSEU NAVAL

  • Foto do escritor: Englobe Museu
    Englobe Museu
  • 23 de set. de 2018
  • 3 min de leitura

Atualizado: 1 de out. de 2018



O Museu Naval está instalado no coração da cidade, Rua Dom Manuel, 15, Praça XV, Centro. É um prédio centenário e foi construído para ser sede do Clube Naval. Ele guarda e preserva em seus acervos toda a história naval brasileira com a exposição "O Poder Naval na Formação do Brasil" que deixa bem destacado a tamanha importância do poder naval no país, explicando a complexa história das grandes navegações no século XVI, das tecnologias da época para construções de navios e planos de ataques e as invasões e ameaças que o Brasil sofreu no decorrer dos tempos.


Um começo é a Sala Descobrimento e Colonização que mostra uma réplica do Nau Português e como a estruturação naval portuguesa era notada já que seus métodos para as construções de suas embarcações foram desenvolvidos no mediterrâneo; explicando que os portugueses primeiros construíam o "esqueleto do navio" para que possuíssem por completo o controle da forma de suas embarcações.


Ainda nesta sala, também é revelado como era a vida abordo nas grandes navegações dos séculos XV e XVI, mostrando que o principal alimento era o biscoito que naquela época nada mais era do que um pão desidratado que durava mais que outros mantimentos.


Os Portugueses também precisaram de um navio de guerra: o Galeão -É um navio que se difere dos restantes por ter quatro mastros e ser usado principalmente para carregar canhões- para lutar do outro lado do mundo; Também precisavam avançar a tecnologia para lançarem grandes navegações, mas logo partiram para o projeto Índia que tinha como propósito explorar suas especiarias.




A caravela era um navio básico para grandes navegações e não foram usadas pelos portugueses nos meados do Séc. XV, pois começaram suas navegações com navios medievais como barcas, mas são elas os navios de exploração da África.


O Cabo da Boa esperança, por exemplo, foi descoberto com caravelas por Bartolomeu Dias que foi o primeiro navegador europeu a chegar ao extremo Sul da África.


Já a Sala Intruso e Invasores conta a diferença de atuação dos piratas e corsários que é basicamente a seguinte: Os piratas atacavam por conta própria, já os corsários atuavam em nome de um rei; seus ataques eram direcionados às embarcações de países inimigos e seus saques eram divididos com sua majestade que ficava com a maior parte.



Também retrata os acontecimentos de 1555, os franceses que estiveram no Rio De Janeiro e a iniciativa da fundação de uma fortificação em uma pequena ilha na Baía de Guanabara pelo Almirante Frances Villegagnon, a famosa Ilha de Villegagnon; O principal interesse dos franceses era o Pau-Brasil -na exposição, os visitantes podem observar suas diferentes colorações-


Há também a parte explicativa para os canhões da época, o primeiro passo para fazer com que um canhão atirasse era a Lanada -a Lanada é um instrumento que precisa ser inserido dentro do canhão para que ele não exploda no instante que é colocada a pólvora-, um segundo instrumento era usado para que a pólvora fosse inserida na peça e com o saquete ela é apertada e depois a bola é colocada na boca do canhão. Essas bolas pesam mais de 10 kg cada e eram colocadas mais de 20 bolas seguidas.



Na segunda parte da exposição há um quadro pintado em 1999 por Geoff Hunt sobre a chegada da Família Real de Portugal, o que não era de desejo pelas elites brasileiras que não queriam ver o país que recebeu uma série de melhorias com Dom João VI, durante sua permanência, sendo recolonizado, foi esse um dos motivos para a ocorrência da independência em 1822.


As ações da Marinha foram muito importantes para que a independência fosse além do Rio de Janeiro e mantivesse o Brasil unido.


CURIOSIDADES:

  • No museu alguns dos acervos são interativos, ou seja, o visitante pode trocar experiências com alguns objetos expostos;

  • Há uma pequena variedade de especiarias expostas que os portugueses queriam explorar na Índia para o público poder sentir o cheiro e olhar mais de perto;

  • Também há réplicas de caravelas, incluindo a do descobrimento na qual Cabral desembarcou em terras brasileiras;

  • Há um espaço no canto de uma das paredes do museu que tenta proporcionar a visão dos marinheiros quando iam usar o canhão através das janelas;

  • Há uma bola de canhão com 10 kg para que o visitante levante e tenha a noção de seu peso;

  • Em uma outra parte da exposição tem equipamentos da década de 1970, como o calculador de tiros que nada mais é que um computador analógico; ele também é acessível ao visitante.

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