MUSEU VILLA-LOBOS
- Englobe Museu
- 17 de set. de 2018
- 3 min de leitura
Atualizado: 21 de set. de 2018

O Museu Villa-Lobos encontra-se em um casarão do século XIX no Bairro de Botafogo, Zona Sul do Rio de Janeiro. Nele há acervos que contam com partituras manuscritas e edições variadas de suas obras, instrumentos musicais, correspondências, livros e objetos de uso pessoal do maestro.
A Instituição tem como objetivo preservar e divulgar o acervo que conta a vida e a obra de Heitor Villa-Lobos.
Logo após a morte de Villa-Lobos, em 1959, sua segunda esposa Arminda Neves d'Almeida, conhecida como Mindinha, teve a ideia de divulgar o acervo do compositor, conseguindo que fosse criado por decreto o Museu Villa-Lobos. Assim, em 1967, o casarão foi tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) para uma reforma tornando-o totalmente adequado para receber o museu. Hoje, ele é composto por três salas multimídias que fazem exibições de vídeos, recebe concertos de longas e curtas durações assim como palestras.
Nascido em uma família de classe média carioca no final do século XIX, o mais celebrado maestro, compositor da música erudita brasileira Heitor Villa-Lobos, marcou história e como celebração e forma de homenagem o dia 5 de março ficou conhecido no Brasil como o Dia Nacional da Música Clássica.
O instrumento de mais importância na vida de Heitor foi o Violoncelo; órfão de pai, aos 12 anos Villa-Lobos passou a tocar o instrumento em teatros, cafés e bailes, quando profissionalmente ele viajava para o interior do país absorvendo a cultura brasileira e tornando-se o maior compositor e maestro nacional.
Um dos maiores compositores da música modernista brasileira, Villa-Lobos tinha obras que valorizava o Brasil. A forte ligação com as diversas etnias brasileiras, fazia com que as suas composições tivesse misturas sutis a cultura negra, branca e indígena. Era considerado o "o homem do brasil", o amor dele por seu país e suas culturas sempre estava retratado em suas obras.
Grandes obras como Amazonas e Uirapuru tem grande representatividade de paisagismo e indianismo.
Diferentemente do Romantismo que tinha como representação o pássaro sabiá, Heitor optou pelo misterioso e exótico uirapuru que envolve uma rica mitologia que liga a cultura folclórica e indígena. O mágico animal povoava a floresta do Amazonas e era difícil ser visto ou ouvido. "O Uirapuru" é um poema sinfônico de uma lenda indígena sobre um pássaro místico.
Acredita-se que o artista e músico Benelli despertou a atenção de Villa-Lobos para o violinofone por meio das suas imitações de bichos nas cordas do instrumento. Por ser um instrumento raro, somente é encontrado em alguns museus dos Estados Unidos e da Europa. Há um exemplar de modelo semelhante usado por Heitor em 1945 no museu da Música em Praga.

Villa-Lobos e a Semana de Arte Moderna

Os desenhos originais de Di Cavalcanti pedido por Villa-Lobos.
Uma de suas maiores criações é o "Guia Prático", uma coletânea de 137 arranjos criado por Heitor nos anos de 1930 para músicas folclóricas brasileiras como por exemplo o "Samba Lelê"; ainda por este caminho "A Floresta do Amazonas" foi uma música que Villa-Lobos foi convidado a compor para fazer parte de um filme estrelado por Mel Ferrer chamado de "A Flor que não morreu" de 1958, porém o filme foi considerado um fracasso tanto pela crítica quando pela bilheteria e hoje é lembrado apenas por ter dado vida a obra do maestro.
Heitor Villa-Lobos foi um compositor muito significativo para a educação musical brasileira, foi por ele que o primeiro projeto musical educacional foi oficializado na década de 30. Ele utilizou o folclore e outros compositores da época para pôr em prática este trabalho
Utilizava também muitos discursos em prol do ensino de música nas escolas que acabavam ganhando proteção e foi no governo de Getúlio Vargas sob orientação de Villa-Lobos que o Canto Orfeônico foi introduzido como disciplina obrigatória no currículo das escolas da época.
Desde então, o jardim do Museu de Villa-Lobos é utilizado como a grande área cultural de realizações de eventos e festivais para o "mini concerto didático".












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